Entre um trabalho e outro, dou uma paradinha... só para respirar. Passo por aqui e imagino estar entre almofadas ou sentada no tapete. Leio, escuto música, relembro filmes e trilhas sonoras (eu adoro !!!). Penso até no que incomoda ou revolta...não fujo! Lembro das amizades presentes e distantes, dos momentos felizes, engraçados ou picantes. Sinto saudade. Reorganizo as idéias e aí dá para relaxar. De quando em quando penso no trabalho ou assuntos voltados à minha área de atuação, mas não é este o objetivo principal. Quando sobra tempo, deixo uma postagem sobre estes temas e quero muito agradar. Vem comigo ! Deixe um comentário ou mande um e-mail. Vou adorar !

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Deusa Vênus - Mitologia romana

Deusa Vênus ou Afrodite
Em minha primeira postagem, mencionei que gosto muito da mitologia greco-romana. Naquela ocasião falei sobre Themis, Deusa da Justiça. Agora, falo um pouquinho sobre a Deusa Vênus e deixo a pintura de Sandro Boticcelli.

Na mitologia romana, Vênus era a deusa do amor, da beleza corporal e do sexo. Para os gregos, ela tinha uma forte influência no desenvolvimento e prazer sexual das pessoas. Foi cultuada nas cidades de Esparta, Atenas e Corinto.

De acordo com a mitologia grega, era conhecida como Afrodite, nasceu na Ilha de Chipre. Filha de Zeus (deus dos deuses) e Dione (deusa das ninfas), casou-se com Hefesto (deus do fogo). Porém, em função de suas vontades e desejos, possuiu vários amantes (homens mortais e outros deuses). Chegou a ter um filho, Enéias (importante herói da Guerra de Tróia) com o amante Anquises.

Principais filhos de Afrodite:

- Com Hermes (deus mensageiro) teve o filho Hermafrodito.
- Com Ares (deus da guerra) teve os filhos Eros (deus da paixão e do amor) e Anteros (deus da ordem).
- Com Apolo (deus da luz, da cura e das doenças) teve o filho Himeneu (deus do casamento).
- Com Dionísio (deus do prazer, das festas e do vinho) teve o filho Príapo (deus da fertilidade).

Curiosidades:

- Esta deusa inspirou vários artistas (pintores e escultores), principalmente, na época do Renascimento Cultural. Uma das obras mais conhecidas é “O nascimento de Vênus” do pintor renascentista italiano Sandro Botticelli.

domingo, 15 de agosto de 2010

Canções de Amor - Osvaldo Montenegro e Madalena Sales

Fiquei tão feliz!!!!

Dia 7 de agosto, sábado, fomos ao City bank hall assistir ao show de lançamento do novo CD de Osvaldo Montenegro e Madalena Salles, sua parceira de longa data. Para quem não se lembra, é Madalena quem toca a flauta em quase todas as músicas dele. Eu também amo tudo que Osvaldo faz. Suas músicas se transformaram em verdadeiros hinos. Quem não se lembra das várias músicas que embalaram paixões, amores impossíveis, momentos de alegria e de tristeza etc. Não podemos esquecer de todas estas canções: “Se puder sem medo”, “Quem havia de dizer”, “Lua e Flor”, “Estrelas”, “Bandolins”, “Por Brilho”, “Travessuras”. No show ele apresentou mais três músicas inéditas, lindíssimas e ao final, como não poderia deixar de fazer, declamou seu poema “Metade”. Esse poema tem tanto de mim, ele me toca profundamente. Conseguiu exprimir em palavras aquilo que trago no coração. Ele também declamou o “Poema pra descanso do amor” e o fez entre as músicas “Por Brilho”, “Travessuras” e Lua e Flor”.

Roberto Menescal ao ouvir o CD escreveu “Ouvindo este CD entrei num clima que me transportou para uma cena de um trovador com seu instrumento, acompanhado apenas por uma flauta, cantando pelas aldeias medievais. Não ouvi um disco. Vi um filme com sua trilha sonora. Essa trilha nos traz um Osvaldo cantando num tom mais baixo do que seu usual, o que favorece o clima íntimo que conseguiu nos passar, mostrando seu lado tranqüilo de compor. Fecho os olhos para ouvir essas músicas e vejo o trovador com sua roupa meio de arqueiro com suas largas botas de couro, ao lado de sua companheira, que veste aquele vestido simples de saco de linhagem, descalça tocando aquela flauta mágica. Lindas melodias! Bom demais!”.

Deixo para vocês o “Poema pro descanso do amor”:

O amor indo embora
Deixou o nervo à flor da pele
E como toda flor
A flor da pele é delicada
É preciso andar devagar
Nosso amor é um menino dormindo
Fogo e suave
Eu vou puxar pra sempre um lençol de estrelas
Ele vai te cobrir no frio
E quando você me vir cuidando de alguém
É pra que esse alguém não te machuque
Vamos pro mundo
Que o mundo é nossa casa
Solta tua gargalhada
E vamos seguir juntos
Olhando lá em cima, pra sempre
Os sinais do cruzeiro do sul

É....não foi à toa que o Espetáculo e o disco receberam o nome de “Canções de Amor”. Deixo de presente o poema METADE declamado por Osvaldo. Basta clicar abaixo para escutar.

Abraços,


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Oração do Advogado

Como hoje é dia do advogado, escolhí postar uma oração que poucos conhecem. A Oração do Advogado. Leiam, vale a pena!


ORAÇÃO DO ADVOGADO
 
Senhor!
Abençoa a minha função de advogado.
Faze que eu seja um testemunho verdadeiro
a serviço da liberdade, da justiça e da paz.
Dá-me saúde para trabalhar,
e equilíbrio para pensar e agir;
seriedade para me aperfeiçoar,
e sabedoria para conciliar justiça e lei.
Aumenta a minha fé
para atuar com paciência à luz da verdade.
Na constante jornada do Direito,
inspira-me para que eu seja leal a todos:
juízes, promotores, clientes e adversários.
Tu sabes, ó Mestre,
que minhas forças não são suficientes,
mas com tua ajuda serei forte,
agirei como um conselheiro, servindo com amor e alegria,
visando o bem-estar humano e social.
Enfim, quero celebrar as vitórias
e êxitos alcançados,
e agradecer-te pela vocação que me confiastes,
no propósito de construir
uma sociedade justa e fraterna.
Amém!

As orquídeas são lindas !

Hoje, 11 de agosto, comemora-se o dia do advogado. Acabei de receber orquídeas vinho. São lindas. Meu marido teve muito bom gosto ao escolhê-la. No cartão ele escreveu: "Com uma postura elegante e seu jeito sofisticado, a sua intransigência com a injustiça e ilegalidade. Solidariedade com o inocente e dureza com o infrator, faz de você defensora da democracia e liberdade perfeitas, em prol de uma sociedade mais justa. Amei!!!! Obrigada meu amor.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Façamos o que fomos chamados a fazer

No livro "Fortalecendo-se nas Fases da Vida", Charles Swindoll escreve: "Um dia, os animais decidiram que deviam tentar fazer alguma coisa significativa para solucionar os problemas do mundo. Para isso eles organizaram uma escola. Adotaram um currículo de atividades que incluía corrida, alpinismo, natação e vôo. A fim de simplificar a administração da ecola, todos os animais assumiram todas as matérias. O pato era excelente em natação. Na verdade, ele era melhor do que o seu instrutor! No entanto, ele só tirou notas suficientes para passar em vôo e foi muito mal na corrida. Como era muito lento para correr, foi obrigado a trancar a matéria natação e ficar depois das aulas para praticar corrida. Isto fez com que seus pés de pato ligados por uma membrana se desgastassem gravemente, de modo que ele passou a ter um desempenho medíocre em natação. Mas, 'mais ou menos' era bastante aceitável, por isso ninguém se preocupou, a não ser o pato. O coelho ficou em primeiro lugar na sua turma em corrida, mas desenvolveu espasmos nos músculos das patas porque precisou se esforçar muito para nadar. O esquilo era excelente em alpinismo, mas ficava constantemente frustrado nas aulas de voo quando seu professor fazia com que ele decolasse do chão em vez do topo das árvores...por isso ele só conseguiu tirar um "C" em alpinismo e um "D" em corrida. A águia era uma aluna problema e foi repreendida severamente por ser considerada rebelde. Nas aulas de alpinismo ela ultrapassava todos os outros na subida, mas só conseguia isso porque sempre insistia em usar os seus próprios métodos para chegar ao topo da montanha!". Este texto me fez lembrar o que lí na Bíblia (o livro mais vendido no mundo), onde Paulo escreveu que "Tendo, portanto, diferentes dons...vamos usá-los..."(Romanos, 12:06).

Basta acreditar! Deus nos deu várias capacidades e também algum dom específico que nos realiza. Então, vamos nos entregar a eles. Sejam felizes!

Condenação Sem Cadáver ?

Há algumas semanas, a Mônica, uma amiga, perguntou-me sobre a possibilidade de o Brunno e seus comparsas serem condenados, uma vez que o corpo de Eliza não havia sido encontrado. Expliquei a ela e decidi escrever sobre o assunto. O artigo simples e sem as minúcias jurídicas (para que as pessoas entendessem) foi publicado no Diário de Guarulhos. Deixo aqui para que leiam. Beijos,


É possível condenação sem cadáver? Esta é a pergunta que está na boca das pessoas nos últimos dias. O caso Bruno tem gerado dúvidas a esse respeito, principalmente, depois de o advogado dele fazer afirmação de que se não há corpo não há crime. Existem até especulações de que Eliza estaria viva. Particularmente, não acredito! Penso até que por trás deste crime existem motivações que não as apontadas. A meu ver, ela sabia demais.

A resposta à pergunta é SIM. É perfeitamente possível alguém, acusado de crime de homicídio, ser condenado sem a existência do corpo (prova material). Condenação sem cadáver não é novidade nos tribunais brasileiros. O processo Penal Brasileiro tem como um dos princípios, a busca da verdade através da prova real. Isto significa que se pode fazer prova através de diversas maneiras, quais sendo, testemunhais, periciais, documentais, podendo concluir indiretamente que o crime aconteceu. A primeira fase processual, nos casos de crime contra a vida, exige apenas juízo de admissibilidade da acusação, não é necessária prova incontroversa do crime, para que o réu seja pronunciado. As dúvidas quanto à certeza do crime e da autoria deverão ser esclarecidas quando do julgamento pelo Tribunal do Júri. E lá, são juízes leigos que julgarão, ou seja, pessoas escolhidas do povo.
Um dos exemplos foi o que aconteceu com Maria Denise Lafetá Saraiva, morta em Uberlândia, Minas Gerais, em 1988. O principal suspeito era seu marido Daci Antonio Porte. Nunca se encontrou o corpo. Este fato foi julgado pelo Tribunal do Júri, quando DACI foi condenado a treze anos de prisão.
Relembrando o caso: em 1988 a jovem DENISE LAFETÁ desapareceu deixando uma filha pequena. Todos passaram a procurá-la. O inquérito Policial foi instaurado e DACI ANTONIO foi indiciado e denunciado pela prática de homicídio qualificado, além do crime de ocultação de cadáver.
Outro caso semelhante de crime sem cadáver é o de MICHELLE DE OLIVEIRA BARBOSA, que foi vista pela última vez no dia 10 de julho de 1998, adentrando um veículo GM/ÔMEGA com um homem bem vestido e de cabelo grisalho. O Ministério Público acusa que o veículo seria de JOSÉ PEDRO e o “homem grisalho” ele próprio. José Pedro manteria um relacionamento amoroso e adulterino (o mesmo era casado) com a vítima. Desta relação, teria resultado uma provável gravidez, daí o interesse do réu em eliminá-la. O acusado nega a existência de qualquer relacionamento íntimo entre ele e MICHELLE, bem como, nega que a matou. O corpo dela está desaparecido. O advogado dele alega, como no caso de Bruno, que não há prova da materialidade do crime, nem indícios de autoria.
Por isso existem várias decisões que não excluem a possibilidade da pronúncia em razão da inexistência do corpo, embora se exija que o juiz esteja convencido da existência do fato. É necessário, também, que existam “indícios suficientes da autoria”, ou seja, elementos que indiquem a probabilidade de ter o acusado praticado o crime”.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Desabafo de um Juiz

Olha só, a Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias. Agradeço ao meu amigo Reynaldo por ter me enviado esta decisão.


DESPACHO JUDICIAL...
DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA
NOS AUTOS DO PROC Nº 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:




DECISÃO


Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.


Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...


Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.


Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia....


Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?


Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.


Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.


Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.


Expeçam-se os alvarás.


Intimem-se.


Rafael Gonçalves de Paula


Juiz de Direito




Creio que este é o desabafo que qualquer um de nós gostaria de fazer. Ele fez.